Ambição x Ganância

Entrevista com Sergio Savian para a Revista Sua Escolha

Quando a ambição é um comportamento saudável?
Você pode se conformar com pouco, restringindo-se à sua zona de conforto, acomodando-se nas situações que já conquistou ou conhece bem. Não creio que agindo desta forma você possa se realizar, pois são muitas as possibilidades para viver. Agindo desta forma, é bastante comum que fique devendo para a própria alma. Outro jeito de encaminhar a vida é através do autoconhecimento e a descoberta de todos seus talentos e potenciais. Assim, você expande a consciência, sente a alegria de fazer aquilo que realmente lhe agrada e oferece aos outros o melhor de si. Esta é uma perspectiva ambiciosa de vida que é bem positiva.

De que maneiras a ambição pode ser positiva para o desenvolvimento de uma pessoa?
Existem várias maneiras de ser ambicioso. Bens materiais, poder, beleza, sucesso são alguns aspectos da ambição. Você está preocupado em mostrar aos outros algo que alimente o sentimento de superioridade. Hoje em dia existe muita gente que tem a ambição voltada para a vaidade e a sensualidade, desejando ser objeto de desejo para os outros. Buscar um sentido para a vida, espiritualidade, ser um bom sujeito, ter uma família estável, amar, são outros aspectos mais sutis da ambição, que poderíamos classificar como mais positivos. Para os sábios mestres, ambição é ambição, qualquer que seja sua forma, e o processo de iluminação passa pelo desapego total, transcendendo todo e qualquer desejo.

Como diferenciar a ambição boa da ganância? Porque a ambição pode levar à ganância (se isso é mesmo possível)?
Na minha opinião, a ambição está relacionada com a vitalidade. Quando jovens somos mais ambiciosos e queremos conquistar o possível e o impossível. Mais velhos, depois de compreender os limites que a vida nos impõe, tornamo-nos mais humildes e, com sabedoria, passamos a aproveitar melhor e agradecer o que já temos.

Estes dois sentimentos podem “coexistir” em uma mesma pessoa?
Sem dúvida. É como se estivéssemos falando em fome e gula. A ambição é a fome de expansão e a ganância é a insaciabilidade, ligada ao acúmulo de algo que não é exatamente necessário. Não acredito que você possa ser feliz sendo ganancioso. A ganância sempre tem um fundo de auto-afirmação.  Você quer provar que é um sujeito acima da média, que tem mais que os outros. No fundo você está mais preocupado com os outros pensam de você do que consigo mesmo. Fica assim refém de um círculo vicioso infeliz.

Como a ganância pode afetar a vida de uma pessoa e seu círculo social?

Sendo ganancioso, você nunca está satisfeito, e na compulsão de querer sempre mais é comum você tirar algo de alguém para si. Neste sentido a ganância faz mal não só para você mesmo como para as pessoas com as quais você se relaciona. Alguém ganancioso não consegue estabelecer vínculos saudáveis, sempre aproximando pessoas que estão interessadas no que elas têm e não no que elas são.

Agende um aconselhamento com Sergio Savian pelo telefone 011 2368-9305 ou pelo e-mail atendimento@sergiosavian.com.br. Saiba mais sobre seu trabalho em www.sergiosavian.com.br

Vá além dos problemas!

Basta estar vivo para ter problemas. Alguns deles podem ser resolvidos, outros não, pois não dependem só da boa vontade. Aliás, a natureza de nossa mente é conflituosa e nada há o que fazer neste sentido.

Além disto, todos nós estamos vivendo situações que não têm perspectivas imediatas de solução: desequilíbrio ecológico, becos sem saídas na economia, muito trânsito, poluição e péssima convivência social.

O que fazer?

Que tal o não fazer, não no sentido passivo e conformista, mas no sentido de observar e ficar mais consciente dos processos?

Dentro de nós existe um lugar de silêncio, paz e muita sabedoria. Mas não costumamos visitá-lo.

Por meio da massagem-meditação conseguimos prevenir e tratar das tensões físicas e emocionais, equilibrando-nos  e harmonizando-nos. Assim podemos sair dos círculos viciosos, permitindo que a vida simplesmente flua por nós.

Experimente! Agende um horário (60 minutos) de massagem-meditação no telefone 011 2368-9305 ou no e-mail atendimento@sergiosavian.com.br

Como ter uma vida feliz depois da separação?

Entrevista de Sergio Savian* para a Revista Yupi

 

1 – Depois do divorcio, quando ainda há sofrimento, um novo amor pode ajudar?
Você pode até se divertir com uma nova paquera, passar o tempo, mas se ainda estiver processando a separação, não haverá espaço para um novo amor em sua vida.

2 – Quando é hora de buscar um novo amor?
Ao invés de buscar um novo amor, prefiro entender que o amor nos acontece. E ele acontece quando estamos no ponto certo. Significa que você não está ocupado com amores antigos e recuperou a sede e a fome de amar.

3 – Muitas vezes a pessoa  recém separada sai para se divertir e volta para casa infeliz. Por que?
Diante da frustração do relacionamento que acabou, cria-se muita expectativa de encontrar alguém que valha a pena e se depara com a realidade: não é fácil encontra alguém ideal em qualquer esquina ou em qualquer balada.

4 – Como sair para um barzinho e deixar o filho chorando, sem culpa?
Na ausência do marido, é comum o filho fantasiar que tomou o lugar do pai e isso gera ciúme e controle. Isso não é bom. É da sua responsabilidade proporcionar o bem-estar dele enquanto está fora e explicar-lhe que ele não tem o poder que deseja sobre você.

5 – Como administrar esta culpa? Como saber se estou fazendo meu filho infeliz?
Se você oferece ao seu filho a sua presença, se dedica a ele e é uma boa mãe, não há porque se sentir culpada. Além disto, é importante manter uma boa relação com o pai que também deve cuidar do garoto, deixando-a livre para outros compromissos, mesmo que seja para divertir-se.

6 – E quando o filho é adolescente, os pais podem se separar e “viver a vida” sem que isso cause prejuízos à formação do filho já que essa idade é considerada delicada?
Continuar um casamento ruim não vale a pena nem para o casal, tampouco para os filhos. Por outro lado, ser filho de pais separados também não é uma tarefa fácil. Por isso, há que ter um bom conhecimento de si mesma, das suas relações e esta será a melhor base para criar filhos sem tantos traumas. É recomendável que todo mundo passe por um processo de autoconhecimento, que pode ser realizado por meio de uma boa terapia.

7 – Por que a mulher, mesmo tendo sido traída, é sempre cobrada, culpada?
Não acredito em vítimas e carrascos. A relação sempre é de responsabilidade dos dois. O tema da traição não deve ser compreendido de forma superficial, mas através de uma análise mais aprofundada do assunto. Sofrimento e culpa são típicos de quem não se conhece bem.

8 – Como enfrentar todo esse turbilhão que, muitas vezes mistura raiva, culpa, tristeza?
Como seres humanos, sempre estaremos sujeitos à emoções, que muitas vezes são destrutivas. Para que não soframos muito é preciso ter inteligência emocional. Terapia, meditação, leituras, são formas de ter mais consciência e lidar melhor com estas situações.

9 – Devo perdoar uma traição?
Devemos compreender melhor o que é traição, monogamia, poligamia. Nem tudo o que aprendemos é inteligente e saudável. Se tivermos a disposição de rever conceitos e paradigmas, podemos viver melhor. A questão não é perdoar ou não perdoar, mas sim comprometer-se com uma vida mais feliz.

*Sergio Savian é terapeuta e escritor, focado nos relacionamentos. No site www.sergiosavian.com.br você pode ver como ele trabalha e agendar um aconselhamento. Você também pode ligar para 011 2368-9305 ou escrever para atendimento@sergiosavian.com.br