Como lidar com o sofrimento?

Como ter uma vida mais focada no bem-estar e não no sofrimento? Antes de tudo é preciso admitir que muitas coisas desagradáveis acontecem à nossa revelia. Mesmo que vivêssemos em uma redoma, desviando-nos de todos os conflitos, a vida assim seria muito chata. Sofremos quando nossos desejos são contrariados, quando o que planejamos não acontece, quando alguém nos magoa, quando não somos reconhecidos. Noutras vezes, o sofrimento tem origem dentro de você mesmo, por exemplo, quando deseja duas ou três coisas ao mesmo tempo e não consegue decidir com qual delas deve se comprometer. Pode ser também que eu deseje algo que é impossível de ser realizado. Ou, desejo coisas que não são permitidas. De toda forma, o sofrimento sempre estará presente em nossas vidas. O que dá para fazer é entender isso, e mudar a maneira como encaramos as restrições. Quando mais conscientes nos tornamos, melhor lidamos com as frustrações de nossos desejos. Afinal temos mais o que fazer, muitas coisa boas também estão acontecendo. Vamos aproveitar!

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou on line)

A questão sexual entre familiares

Entrevista para o Notícias da TV do Portal UOL

Os casos abordados na novela O Sol, de romances entre parentes, com troca de casais, dois irmãos disputando a mesma mulher e outros que o autor aborda neste texto, também acontecem na vida real, não é mera ficção. Os triângulos têm três pontas que podem machucar a qualquer momento. Quando este triângulo acontece dentro de uma mesma família, o perigo, o ressentimento, as mágoas e o ódio se acentuam.Como a sexualidade humana não cabe dentro dos padrões que são considerados normais, a história que se conta oficialmente quase sempre é distante do que ocorre de fato. Por isso temos a impressão de que todo mundo é normal, com algumas exceções, quando na verdade cada um é único em seus desejos que nem sempre podem ser admitidos publicamente. Vivemos sob a pressão de um mundo que propaga o que é  politicamente correto. Mas tudo o que é proibido chama a atenção e adquire um sabor especial, principalmente quando os envolvidos têm a tendência, o desejo consciente ou inconsciente de transgredir as regras.Ao abordar este assunto o autor faz com que o público experimente a sensação de estar saindo da caixinha, dos deveres morais. Como no fundo até os mais pudicos têm suas fantasias, a novela acaba sendo uma válvula de escape ou uma confirmação de que no fundo muita gente sai do trilho da moralidade. De certa maneira isso providencia um alívio àqueles que se sentem culpados por seus próprios desejos proibidos. Além disso, o sexo e o ódio podem sim estar ligados. O desejo sexual muitas vezes está relacionado com a fantasia sadomasoquista. São muitos que querem consciente ou inconscientemente provocar dor  a pessoas com quem se relacionam, usando isso como forma de excitar-se.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos

A paz é um estado de espírito e não uma reivindicação

Mais do que uma palavra ou conceito, a paz é um sentimento. Ou você a sente ou não. Não há meio termo. Esta compreensão é muito importante para os conturbados dias de hoje. Existem dois caminhos para sua vida e você precisa escolher por qual deles quer andar. De um lado encontramos o conflito, a guerra, o caminho dos problemas. Este é o caminho que a maior parte da humanidade tem adotado para suas vidas. No geral estamos completamente viciados nos problemas. Existe a ilusão de que, quanto mais prestarmos atenção nos problemas, iremos resolvê-los desta maneira. Mas nem sempre é isto o que ocorre. Colocamos atenção no conflito, ficamos indignados e bravos. E os problemas aumentam sempre. Eles ficam cada vez mais complexos. É só olhar para a humanidade hoje e ver o que está acontecendo. Cada um com suas razões, ninguém se entende. De outro lado você tem a boa vontade, o agradecimento, o não-problema, a paz verdadeira. Não existe uma paz abstrata, por decreto. Ela é um estado de espírito que você conquista quando se desarma, quando consegue relaxar. Você sai do estresse, decidindo que não vale a pena sair por aí brigando com tudo e com todos. Você consegue ver o ponto de vista alheio, sem se sentir ameaçado pelas diferenças. Você faz tudo para desfrutar o lado bom e gostoso da vida. Aí sim, estará apto para dizer: “Eu sei o que é a paz”.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos