Relacionamento pelo Whatsapp, dá certo?

Entrevista de Sergio Savian* para a Revista Auto-estima

Os meios de comunicação atuais são muito bons e nos permitem conhecer novas pessoas, encontrar profissionais, agilizar negócios, fazer pesquisa, falar com a família, amigos e amantes, nosso deslocamento é facilitado, nos divertimos. As redes sociais mudaram a relação que temos com nós mesmos, com os outros e com o mundo. Mas no que se refere aos relacionamentos, esta mesma tecnologia pode atrapalhar. Para que as relações sejam boas, saudáveis, é preciso ter inteligência emocional. Isto implica fazer uma leitura de si mesmo e dos outros que vá além das palavras, além do que é dito. E isso acontece por meio das feições, das entonações, da expressão não verbal.
Escrever o que você está sentindo é uma tarefa bem difícil; somente alguns escritores muito bons, o conseguem. Falar de si, falar dos relacionamentos, expressar o que sente e pensa, exige que você escreva muito bem. Mas não é isso o que acontece nas redes sociais. Lá, prevalecem as imagens editadas e frases curtas, uma comunicação superficial, bem distante da realidade. A própria conversa teclada no Whatsapp nunca consegue atingir um bom nível por decorrência de suas próprias limitações. As palavras são insuficientes para expressarmos a entonação exata do queremos  dizer. E nas relações, a forma com que falamos é mais importante do que aquilo que é dito. Sendo assim, ao teclar uma conversa, você está perdendo uma grande e importante parte da comunicação e isso cria um enorme ruído.
Também pelo fato de você não ver a expressão do outro, isso dá margem a escrever coisas que não são verdadeiras. Você pode disfarçar suas emoções, pode mentir sobre onde e com quem está. Vamos nos acostumando com mentiras de um lado e desconfiança do outro…
Ocupados com as redes sociais e com as mensagens do Whatsapp, você ignora a vida real, se ausenta do aqui- agora, das relações. Somos superficiais na net e não prestamos atenção ou até descartamos as relações reais.
Mas antes que você fique com cara de computador, automatizado e frio, pense no que fazer para não ser devorado pelo buraco negro virtual, dedicando mais tempo ao mundo real. Afinal de contas, a vida é bela, basta erguer os olhos para o momento presente.

*Sergio Savian – psicanalista de relacionamentos
www.relacionamentoamoroso.net.br

Ao radicalizar você não resolve as relações e se isola

Quando digo que você pode ajudar, curando o garoto para ele se tornar um homem, quero dizer que você não deve dar mole à folga masculina. Curar o garoto significa colocá-lo para trabalhar, para colaborar, para se comprometer, para ter palavra. Curar o garoto significa colocar os seus limites, não aceitar qualquer coisa, é construir uma relação decente. E isso se faz na prática e não na teoria. Por exemplo, ainda existem muitas mulheres e mães que de forma automática continuam assumindo  as tarefas domésticas, como se isso fosse natural. É assim que nada muda, é assim que os homens continuam infantis. Como todos nós estamos passando por um período de mudança, é preciso ter paciência com este momento. Ao radicalizar, cobrando o crescimento alheio, sem olhar com autocrítica para si mesmo, você bloqueia qualquer possibilidade de relação. Você fica esperando que as mudanças venham de fora, que caiam do céu, que venham somente do outro lado. E isso não vai acontecer. Ao contrário disso, se  aproveita da própria relação para se colocar de uma nova maneira, mais justa, é possível colher os frutos deste trabalho. Nada vem pronto, é preciso de muita atenção, dedicação, paciência e tolerância para efetivar as mudanças que tanto deseja.

Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou on line)

Ajude a curar o garoto e o homem aparecerá

Definitivamente as mulheres estão assumindo o poder. Mas junto deste poder elas também se isolaram. Com toda a razão, chegaram à conclusão de que não gostam de serem dominadas, mas precisam entender que os homens também não gostam. E a forma deles reagirem é se afastando cada vez mais do relacionamento amoroso. Vivemos uma confusão entre o que é considerado politicamente correto em nossa cultura e como as coisas acontecem de fato. E o fato é que homens e mulheres têm suas qualidades, muitas vezes específicas, que devem ser reconhecidas para que haja admiração mútua, atração e amor. Aqui vai uma dica: se você deseja ter um homem ao seu lado, pare de tratá-lo como um menino. Ajude a curar o garoto e o homem aparecerá.
Sergio Savian – psicanalista especializado em relacionamentos
(agende uma consulta presencial ou on line)